Vai, e então?

Feira da Ladra

Se há sítio que eu adoro, é a Feira da Ladra. É certo que muitas foram as vezes que vim de lá sem nenhuma coisa comprada – o que é um ponto positivo para a carteira e faz do programa algo que pode ser totalmente gratuito – mas todo o ambiente me fascina.

Acordem cedo (lembram-se daquela coisa de aproveitar o dia?) , pois a feira às 14 já começa a ser empacotada, e têm duas hipóteses: ou apanham o mítico eléctrico 28 e fazem uma das mais turísticas visitas por Lisboa e saem mesmo à porta, já maravilhados com o percurso; ou preparem-se para não deixar o carro em cima da feira e passear pelos arredores. Estacionem o carro um pouco antes da Graça, desçam a Rua da Voz do Operário, tomem o pequeno almoço à ida ou almocem, à vinda, na Janela da Voz do Operário (já vos falo deste sítio maravilhoso noutro post! já podem ler aqui) e entrem pelo Arco de São Vicente.

Na Feira da Ladra tudo se vende e tudo se compra. Temos bancas que são simples panos no chão, repletas de quinquilharia duvidosa, temos bancas organizadas com artesanato próprio, vinis, banda desenhada, roupa usada a um euro à peça, roupa nova diferente e alternativa a quase preços de alta costura feirense.

Temos os feirantes profissionais, com o seu negócio organizado de, entre outros, velharias, artigos militares, alfarrabistas ou artesanato. E temos os outros. Os outros, que ficamos sempre na dúvida de qual foi o local onde passaram a noite a abastecer-se para, a seguir, irem abastecer vícios noutras paragens. E temos os visitantes. Chegam em grupo a falar todas as línguas, passam de tuc-tuc a ver ao longe ou passeiam despreocupadamente; chegam as senhoras idosas vestidas com roupas do século passado; chegam alguns de saco na mão a tentar vender a quem está; chega quem procura peças específicas, artigos militares ou simplesmente passar uma manhã num ambiente leve, livre e despreocupado.

Tudo isto convive em plena harmonia, num local absolutamente seguro desde que tenham cuidado com os inofensivos  e ardilosos carteiristas.

A Feira da Ladra, todas as Terças e Sábados, merece uma visita que nos faz sentir turistas e que estamos noutro país, tal a diversidade cultural. Fica situada no Largo de Santa Clara, perto do Panteão Nacional e da Igreja de São Vicente de Fora, que também merecem uma visita.

Rita. E Então? 

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