Lê, e então?

Teorias sobre amores impossíveis

Só aprendes a amar quando tiveres passado por um amor impossível. Só aprendes o que é o amor – ainda que o recuperes – quando o perderes. Só saberás amar, quando souberes na pele o que é não ser amado de volta. Quando a dúvida da reciprocidade se instalar pelo menos por uma vez. 

Como sabes o que é amor, se nunca o perderes? Ou, pelo menos, teres tido a ameaça de ficar sem? Como sabes se não gostas só? Que não é um mero gostar muito? Como comparas o teu gostar se tiver sido o único que tiveste? Se o tiveres sempre dado como certo? Se esteve sempre ali disponível, sem nunca se ter colocado em causa?

Só aprendes a amar se tiveres sofrido. Por um amor impossível, por uma amor que perdeste ou por um amor que se ausentou por momentos.

O nosso amor precisa de ser construído por amores impossíveis, relações falhadas e lágrimas deitadas. Por saudades, dúvidas  ou angústias. O nosso amor, para ser inteiro, antes teve de ser rasgado em mil pedaços. Teve de doer e custar. Teve de nos mostrar os nossos erros e fazer aprender a dar valor a quem temos. Teve de ser difícil e fazer perder. Teve de nos ensinar a crescer.

Porque o amor tem de ser fácil. Tem de ser simples e recíproco. Tem de fazer sorrir e ser confortável. Tem de adormecer no colo enquanto desfia conversa. Tem de ter dias banais e aguentar a rotina que se instala. E mesmo assim crescer. Tem de acordar cedo e despenteado e adormecer cansado. Tem de ser recíproco e feito de cedências. Tem de ter dias mágicos e dias sem paciência. E ainda crescer mais.

O amor tem de ser simples. Fácil. Possível. E correspondido.

Rita. E Então?

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