Lê, e então?

De que vazios és feito?

Dentro de ti. O que há dentro de ti? De que aparência és feito? O que é que te preenche e te deixa contente? O que tens dentro de ti que te realiza e que te faz avançar? O que te faz feliz e fácil de aturar? 

Dentro de ti. O que não há dentro de ti? De que essência és feito?  O que te falta e te deixa vazio. O que te falta que te faz ter frio? O que é que perdeste e não sabes onde está? De que é feito o teu lado negro impossível de penetrar? Que lado é esse que me faz questionar? Que lado é esse que me faz ficar?

Dentro de ti. De que vazios és feito? De que faltas és composto? Com que nadas te recompões? Com que escuridão te pintas? Que ausências te esvaziam? Que tristezas te consomem?

Dentro de ti. Que sou eu para ti?

Todos temos vazios. Gavetas fechadas que ninguém alcança, onde guardamos espaço para memórias só nossas. Daquelas tão negras que já não são nada e apenas estão a um canto empilhadas. Todos coleccionamos perdas que nos vão abrindo um buraco negro cá dentro. Todos passamos de frustração em desapontamento e, com isso, ficamos sem uma parte de nós. Todos precisamos do negro para valorizar a luz. 

Todos temos o nosso lado vazio. Vazio de nós. Vazio dos outros. O nosso lado vazio, oco e escuro. Não recomendável a quem seja impressionável.

Faz parte. Faz sentido. E faz sentir.

Rita Leston. E Então?

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