Lê, e então?

Já acabaram o vosso Natal?

Ufa! Estou cansada! O meu Natal parece que já começou há uma semana! Se o Carnaval são três dias, então é suposto o Natal serem quantos? Eu, que passei todo este ano em dieta, já começo a ficar completamente enjoada de tanta comida e doces.

Mas acabo esta maratona de coração cheio. Cheio de pessoas e de família. Cheio de doces e de copo cheio. Cheio de prendas debaixo da árvore. Cheio de telefonemas e mensagens. Cheio de correrias e de cansaço bom.

Porque, para mim, o Natal não é hipócrita. O Natal não é só aquela altura em que ligo para desejar Festas Felizes, até porque no meio da minha correria entre famílias, casas e tachos, deixo  muitas respostas por dar no imediato – sou meia desnaturada, sempre. Porque tento estar presente durante todo o ano e não dar notícias só nesta altura.

Porque, para mim, o Natal não é consumismo. Dou presentes só a quem me apetece dar e recuso-me a comprar presentes só por obrigação, além de que, aqui em casa, temos o hábito de, todos os anos, fazermos os nossos próprios presentes em família para dar aos amigos. Sei que até compro muitos presentes para aqueles dois que estão aqui em casa, mas que compro o que faz falta ou o que passaram um ano a namorar, sem exageros sem sentido, mas com muita dedicação e amor na escolha. Com muitos sorrisos de quem recebe e beijos, abraços e agradecimentos sentidos entre casa presente aberto.

Porque, para mim, o Natal não é mentira. Não vou onde não quero estar. Não estou com quem não quero estar. Não finjo que estou feliz, nem desejo “feliz Natal” só porque sim. Porque não digo mal do Natal, só porque parece que meio mundo – apesar de também o celebrar – gosta de apregoar ao alto que é falso e consumista. 

É verdade que, não sendo crente ou religiosa, retirei todo o significado religioso da época. Mas se Natal é amor e paz. Se é carinho e compaixão. Se é união e coerência. Se é família e paz. Se é festa e amizade. Se é doces e brindes. Então a festa também é minha, porque a minha vida é como esta festa.

Porque, para mim, o Natal é como o resto do ano. Com quem amo por perto. A comprar presentes e a fazer surpresas. A ser leal e verdadeira. A ser coerente a activa. A ser feliz todos os dias.

O que importa não é o que se faz entre o Natal e o Ano Novo. É todo o resto que se passa entre o Ano Novo e o Natal.

Sejam felizes. Todos os dias. 
Triste de quem só tem Natal uma vez por ano.

Rita Leston. E Então?

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