Eu juro que tento! Juro que tento, mas nunca consigo, à meia-noite, comer doze passas a passo com as doze badaladas, enquanto peço doze desejos e, ao mesmo tempo, vou tentando equilibrar uma taça de champanhe na outra mão, que, acho eu, é suposto estar a fazer um brinde com quem nos rodeia. Ou será antes dar um abraço e um beijo a todos?
Acabo por enfiar as passas à pressa na boca todas de uma vez, mastigar o que consigo e engoli-las à força com três golos de champanhe, enquanto peço o único desejo que me lembro sempre: “ser sempre feliz com aqueles que me rodeiam por perto“. Tento, assim, abranger o melhor para mim e para os meus.
Se eu estiver feliz é porque tenho um amor que me faz sorrir, saúde para avançar, conforto que me basta, família e amigos por perto, viagens para organizar, fotos para tirar e coisas para escrever. E se eles, os que amo, estiverem felizes, eu também estou feliz. Se eles tiverem saúde, eu também estou feliz. Se eles estiverem comigo, eu também estou feliz.
Feliz. É simples. Só peço para ser feliz.
Rita Leston. E Então?

