Dizem que o tempo é sábio. Dizem que a passagem do tempo nos dá repostas, que matura personalidades, que nos faz consolidar relacionamentos, criar um hábito nas nossas acções e aprofundar estados de alma.
E é verdade. E também é ele que teima em passar de uma forma vertiginosa. Que segue a passos largos e nos ultrapassa. E quando damos por nós – e sem termos parado sequer para pensar – passaram semanas, passaram meses ou mesmo anos.
E é por isto que passamos a vida a correr e não nos permitimos, tantas vezes, abrandar e desfrutar. Não queremos perder nada. Não queremos falhar em nada, não queremos que o tempo nos finte (que não vá o diabo tecê-las…) e dar conta que não fizemos nem metade do que queríamos fazer por nós e pelos que nos te rodeiam.
Por isso é tão importante aprenderes mesmo a parar. A relaxar. A reflectir. A confiar. A respirar. A esperar.
É importante que se dê tempo ao tempo. Que dês tempo ao tempo. Ao teu tempo.
Quando sentires que precisas, descansa! Quando sentires que estás a puxar uma carroça emperrada, respira! Quando sentires que não queres falhar porque te impões a perfeição, relaxa e ouve-te.
Tudo a seu tempo. E quando for o teu momento, o tempo vai dizer-te.
Rita Leston. Marta Almeida. E Então?

