Lê, e então?

Naquela manhã ela acordou diferente. Percebeu que tinha de olhar para a sua vida de forma diferente. Percebeu que tinha de se encontrar consigo própria. Parar, respirar fundo e ouvir o que o seu coração lhe dizia.

Percebeu que, mesmo não sabendo bem o que queria, sabia exactamente o que não queria e o que não lhe fazia falta. Percebeu que estava cansada dos velhos do Restelo cheios de manias, que a incomodavam agora mais do que em qualquer outro momento.

“The king can do no wrong” – pensam eles. Julgam que não se enganam. Pior, julgam-se a si próprios reis e senhores. Decidiu que não a iam incomodar mais. Que não ia deixar que lhe tirassem a paz. Decidiu que as suas opiniões iriam deixar de importar. Que a sua validação não valia nada. Que lealdade não poderia ser só uma palavra, mas antes uma forma de vida.

Haveria de ser leal. A si própria.
Nesse dia a sua vida mudou.

Marta Almeida. E Então?

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