Lê, e então?

Vamos jogar um jogo?

Diz-se que o amor é um jogo. E é. Um jogo a dois. Um jogo divertido e apaixonante. Onde cabem os jogos de palavras e os de sedução. As surpresas inesperadas. Mas onde não cabem jogos de poder. Ora cede um dos lados, ora cede o outro. No amor vale quase tudo. Vale tudo o que implique respeito, confiança, transparência, cedências. Vale o darmo-nos porque sim e porque queremos e amamos. Vale o sermos nós, custe isso o que custar. Vale o transmitirmos confiança, para assim a conquistar. Vale o saber dizer tudo – e tudo, é tudo – sem esperar ouvir para receber em troca. Vale o respeitar, para ser respeitado. Vale o saber ouvir, para conseguir ser ouvido. Vale o agradar e ser agradado. 

Não vale o engano ou a mentira. Não vale seque uma verdade distorcida. Não vale o magoar inadvertidamente. Não vale o esperar saber o que é o outro lado, para depois mostrar o nosso. Não vale tentar ganhar o outro sem já se ter dado.

Quem só dá quando recebe algo em troca, não ama o outro. Quem ama dá-se. Não aguarda que se dêem.

Rita Leston. E Então?

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