Lê, e então?

(…)

Hoje, fui uma sortuda. Cheguei a casa a tempo de ver este maravilhoso pôr do sol e acordei a tempo de o ver a levantar-se.

Hoje e ontem, fui uma sortuda porque tive o privilégio de estar viva para ver o céu mudar de cores. Amanhã, provavelmente, estarei por cá também.

Mas aquela bebé de dois anos, a sua avó, a mulher que hoje foi baleada pelo marido e as restantes oito vítimas mortais de violência doméstica deste ano, não o poderão fazer.

Não poderão abraçar os seus, não poderão decidir a sua vida, nem poderão ver ser feita justiça, porque para mim não há pena que se adeque a este tipo de crimes.

Estas mulheres (poderiam ser vítimas masculinas, mas por acaso não foram) foram vítimas do crime mais hediondo que consigo conceber. O crime que é praticado por quem já as amou – ainda que numa forma estranha de amar – , por quem já as quis para si, por quem com elas já teve a intimidade maior. Com quem partilhavam a sua vida, com quem tiveram filhos ou constituíram uma família.

Nestes momentos não consigo ser uma boa pessoa para com o outro. Só lhes desejo o pior.

Rita Leston. E Então?

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