Lê, e então?

Try to walk in my shoes

Nunca te aconteceu olhar para a vida de alguém e pensar o que terá ela feito até chegar ali? Qual foi o seu percurso para ter conseguido realizar os seus objectivos? Tentar adivinhar os passos que deu, as suas quedas e as suas vitórias? Se também terá errado várias vezes antes de conseguir lá chegar? Se, a dada altura, terá pensado, até, em desistir?

Por vezes, dou por mim a tentar fazer esse exercício. A colocar-me no lugar do outro e a pensar no difícil que pode ter sido ali chegar. A tentar perceber as contrariedades por que passou e todo o esforço que teve de enfrentar. A tentar perceber o valor do seu esforço e o tamanho da sua garra.

Mas, sinceramente, acho que muito poucas pessoas o fazem. A tendência é olhar apenas para o dia de hoje. Para o lugar que alguém já conquistou e esquecer os dias difíceis e, principalmente, os dias maus que, entretanto, tiveram de ultrapassar.

Na verdade, muito poucos quererão saber de quantas vezes choraste ou de quantas vezes sentiste uma frustração tão grande que quase te fazia desistir. Muito poucos quererão saber o número de horas que tiveste de dedicar ao teu objectivo, ou os imensos “Nãos” que foste ouvindo, um dia atrás do outro. A maioria das pessoas olha apenas para o resultado do “hoje” e nem vai pensar no que pode ter sido o teu “ontem”. A maioria das pessoas vai achar que foi tranquilo e suave chegar até aqui. A maioria vai achar que foi fácil e que não custou nada. A maioria vai ver apenas e só isso.

O resultado é o que lhes interessa, não as cicatrizes que te ficaram.

Por isso, trabalha bem, mas trabalha para ti, porque é uma luta que é tua e em que muito poucos se darão ao trabalho de querer, sequer, entender de como foi o teu caminho.

Vai. O caminho é teu.

Marta Almeida. E Então?

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