Lê, e então?

“És sempre assim tão feliz como mostras?”

“És sempre assim tão feliz como mostras?” Sim e não. “A tua vida é assim tão perfeita e cor-de-rosa?” Sim e não.

Tenho como maneira de ser, ser sempre positiva, por isso sou feliz. Tenho como assente que não vale a pena preocupar-me por antecipação e prefiro viver, enquanto aguardo serenamente o que possa chegar, por isso sou uma pessoa feliz. Tenho sempre por perto quem amo e isso faz de mim uma pessoa ainda mais realizada e feliz. Tenho metade dos meus sonhos já realizados e saúde e tempo para tentar realizar os que ainda me faltem, por isso, sim, sou feliz. Prefiro sempre ter um copo ainda meio cheio do que um já meio vazio – e se esvaziar demasiado sei que encontro uma torneira para o encher em SOS. Escolho ser optimista e há muito que deixei de reclamar com quem e com o que não me importa, por isso aprendi a ser ainda mais feliz. Aprendi a relativizar e a deixar de lado aqui que não posso solucionar.

Por isso, sim, sou feliz como mostro. Todos os dias! Mas, todos os dias, também tenho o meu feitio que me acompanha. Também tenho a minha forma de ser que não é (mesmo nada) perfeita. Também tenho o lado que erra e que tenta (mesmo não gostando) pedir sempre desculpa. O meu lado negro que sempre me acompanha e que não é a melhor das companhias.

Tenho um feitio irascível que não chega às letras e ao que escrevo. O que escrevo é aquele sítio que é o mais polido de mim, onde não grito com o meu filho, onde não me vejo ao espelho e me critico, onde não ataco uma caixa de chocolates e me arrependo. Onde não transparece a minha brusquidão e frieza em determinados assuntos. Onde a minha insegurança e falta de motivação ficam arrumadas e me tento esquecer delas. Aquele sítio onde não vêm parar as 147 fotos que ficaram um horror. Aquele sítio onde sou um amor e que quase me esqueço que, por vezes, também sou uma besta.

Por tudo isto, sim. E não. Sou feliz exactamente como demonstro e mostro. Não tenho é uma vida perfeita, nem almejo a tal. Não tenho uma relação perfeita, mas tenho a sorte do melhor que existe me ter escolhido a mim. Não tenho o filho perfeito, mas é a melhor perfeição do meu mundo. A minha família está longe da perfeição, mas não a troco pela de ninguém. Tenho amizades mais do que perfeitas que me acompanham por perto do coração.

Não sou perfeita. A minha vida não é perfeita. Mas, sim, sou perfeitamente feliz.

Rita Leston. E Então?

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