Lê, e então?

Arrependimento mata?

Nunca é a altura certa. Parece que nunca há tempo. Que pode ser depois ou a seguir. Que amanhã vamos. Que para a semana é que tem de ser. Que não passa deste mês.

E depois passa o tempo, passa a oportunidade e passa a boa vontade. Depois passa a vida e bate à porta a saudade. Depois vai-se o momento e chega o arrependimento.

E, entretanto, os dias não pararam e a vida não abrandou. Nós não ligámos a quem queríamos e muito menos fomos onde devíamos. E fomos adiando o sonho e a vontade, vivendo a vida pela metade. Entretanto, nós não arriscámos e nunca tentámos. Não dissemos e não escutámos.

E, no entretanto, as horas passam sem sequer dares conta. Os dias passam sem te pedir licença. Passa o mês passado, passa a época seguinte e passa o ano a passos largos. No entretanto, nunca pensámos e nunca parámos.

E, no entretanto, acabam os sonhos. Acaba o tempo. Acaba a vontade. Acaba aquilo que querias de verdade.

No entretanto, a vida acaba. Que não te mate o arrependimento.

Rita Leston. E Então?

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