Privado

What if God was one of us?

“Sem fotos e sem vídeos. Sem aparelhos electrónicos. Apenas desfrutem de um concerto intimista, em tempo real.”, foi o pedido. E a maioria cumpriu e raros eram os ecrãs que se viam no ar. Sentámo-nos na sala de estar do amigo Eddie, como que numa amena reunião de amigos em que um leva a viola e cantámos, conversámos, gritámos e ouvimos histórias de antigamente. Indiferente os milhares que estiveram presentes, porque éramos um bando de pouca gente, numa reunião privada entre nós e ele, falou-nos num português divertido e congratulou-se pelas onze vezes que já actuou em Portugal. Entediante ou cansativo? Nada! O Eddie sozinho enche um palco!

Eddie leva-nos ao tempo da rebeldia de miúdos, enquanto nos traz de volta à tranquilidade de quem já cresceu. Lava-nos a alma com os hinos de sempre e se é verdade que é nos temas antigos que mais se alicerça, são esses mesmo que o público quer ouvir, oferecendo-nos um alinhamento quase perfeito, enquanto nos traz o amigo Glen Hansard com ele, numa parceria quase perfeita.

Ao som de Imagine, de John Lennon, pediu para gravarmos porque podia ser giro para enviar a quem estava em casa. E a magia faz-se, como sempre, arrepia e emociona e traz-nos a esperança de que o mundo pode mesmo ser um lugar melhor.

Eddie, não é um ídolo, não é uma estrela cheia de manias, nem alguém que faça o seu trabalho por obrigação ou a cumprir calendário. Fala das saudades da família, do aniversário do filho de um dos músicos, fala das causas passadas e do estado político do mundo. Ainda tem tempo para cantar os parabéns a uma criança presente e oferecer-lhe a harmónica. Em resposta a um cartaz que dizia que a música lhe tinha salvado a sanidade (e acho que todos nos arrepiámos e identificámos um pouco), celebra a vida com mais um garrafa. Um concerto para guardar na memória e no coração durante muitos anos.

O Eddie emana boa onda, boa educação e boas causas. Mostra que quem é grande pode ser exactamente igual a nós. O Eddie é um senhor!

Se o concerto de Peal Jam, em 1996, em Cascais foi um daqueles míticos que ficou para a história, o de ontem em Lisboa, foi uma “two bottle night”, para guardar na memória e no coração durante muitos anos.

Cheers, Eddie! Welcome home!

Rita Leston. E Então?

(Foto: Blitz)

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