Lê, e então?

NÓS E O NADA

Nós apenas temos de estar. Apenas temos de ser. Apenas ali queremos  estar e ficar, sem deixar nada entrar. Nada mais importa do que apenas as nossas coisas nenhumas, repletas de nadas e plenas de tudo. Apenas queremos que nada nos incomode no nosso tudo. Que nada ponha em causa tudo o que é muito. Que nada nos estrague ou importune.

Nós apenas ali ficamos. Nós apenas e só existimos. Só ali ficamos parados a pensar em coisa nenhuma. Rodeados por aquilo que não importa e tendo connosco a certeza do tudo. Onde o vazio é cheio e não precisa de enfeites. Onde o silêncio é tão confortável que nos embala a alma e onde a inércia é tão sentida nos aconchega o corpo. Onde nada precisa de ser fingido ou vendido por melhor. Onde nem as palavras são precisas dizer para se perceber.

Nós apenas somos. Somos assim um nada cheio de tudo, que gostamos de despir. Somos uma vida preenchida de tudo e em que nada incomoda. Somos uns nada simples, muito complexos. Somos uns nada sós, muito completos. Somos assim com as nossas coisas de nada.

Somos assim. Cheios de nada que nos quebre. Cheios de nada que nos faça estremecer ou duvidar. Cheios de nada que nos apoquente ou nos faça ficar ausentes.

Somos assim. Somos tudo.

Rita Leston. E Então?

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