Lê, e então?

Eu e tu, agora, é para sempre.

Sei que não fui a primeira a chegar, pois a vida muito nos fez caminhar para aqui nos fazer encontrar. Sei que não fomos juntos a primeira ansiedade e incerteza própria da idade. Sei que não fomos o primeiro abraço sonhado e partilhado e que não fomos o primeiro beijo roubado.

Sei que não fomos o nosso primeiro amor e, muito menos, o primeiro deslumbramento da adolescência. Não fomos a primeira descoberta ou a primeira experiência. Não fomos aquilo que hoje somos e que só acontecia aos outros. Este nosso nós, que só acontecia nos sonhos.

Mas também não fomos o nosso primeiro desconsolo ou coração quebrado. Não fomos a nossa primeira ilusão e profunda desilusão. Não fomos amargos desgostos, nem duros desencontros. Não fomos impedimentos, nem sofrimentos. No nosso nós não existe nada daquilo por que antes sofremos.

Somos arranhões e vidas esfoladas. Somos corações quebrados e histórias passadas. Somos lágrimas e apertos. Somos ausências e tormentos. Somos feito de cicatrizes que contam uma história inacabada. Somos feitos de uma bagagem de uma vida iniciada, mas ainda não terminada.

Hoje, não somos tudo aquilo que até aqui nos trouxe. Hoje, somos o resultado do que até aqui nos criou. Somos compreensão e paixão. Somos mudança e segurança. Somos adultos com um riso de criança. Hoje somos sólidas certezas e sabedoria acrescida. Hoje, sabemos ouvir e deixámos de exigir. Hoje, somos uma equipa e deixámos de sozinhos competir. Hoje, sabemos aproveitar o melhor que o outro tem para nos dar.

Não fomos de sempre, mas que sejamos para sempre.

Rita Leston. E Então?

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