Lê, e então?

O tempo certo

Nunca fui paciente. Quando quero, costumo querer logo. A minha paciência é limitada e o meu interesse precisa de ser acalentado. Quero tudo. Agora. E já.

Não era paciente. Nunca soube esperar. Sempre corri pelos dias sem dar muito tempo para a vida decidir por mim. Sempre fui de decisões rápidas e, nem sempre, reflectidas. Sempre fugi ao primeiro sinal de impaciência. Ou dependência.

Depois a vida mostrou-me que não é preciso correr. Que se pode esperar. Que o que vem depressa, se esvai num ápice de um instante. Que o que se constrói lentamente, tem bases para perdurar. Que se aprende. Que se conhece. Que se recebe e se dá. Que se saboreiam melhor momentos. Que atrás de momentos se criam histórias. Que as histórias podem fazer-nos sorrir. Que um sorriso sincero nos dá estabilidade e que um abraço na hora certa nos recoloca a alma no lugar.

Hoje, gosto de pensar que se ainda não veio é porque algo melhor me aguarda. Que o tempo lá de cima – pare ele onde parar – não é igual ao tempo do meu relógio. Que não fico apenas recostada à espera que passe, mas não preciso de perder o fôlego a correr atrás.
Que tudo aparece no tempo certo.

Quando não nos esquecemos de deixar o errado partir.

Rita Leston. E Então?

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2 thoughts on “O tempo certo”

  1. Amei o texto. O Jorge, um dia, disse-me que era o tempo e a paciência para um problema já resolvido. A vida exemplificou-me as sábias palavras do Jorge. Foi uma lição difícil de assimilar…mas muito valiosa! Obrigada pelo vosso reforço da lição que o Jorge me deu na teoria e, a vida, na prática! Bom ano novo.

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