Lê, e então?

Dia 2, de isolamento social voluntário

Dia 2, de isolamento social voluntário.

Vivo no mesmo prédio há cerca de 13 anos, entro pela garagem directa ao último andar e passam-se meses sem ver nenhum dos meus cerca de 20 vizinhos. Sei o nome de umas duas pessoas e, não fora as reuniões de condomínio, não conheceria a cara de mais de três ou quatro. Sou oficialmente um bicho do mato!

Hoje, tive uma ideia, que gostava de partilhar convosco! Sendo certo que nos mandam sair da rua e evitar os contactos presenciais, temos de ter o cuidado de não cair no extremo de viver nas redes sociais, mesmo que vá ser esse o nosso grande apoio de contacto e interacção.

Regressem ao básico! A quem está mesmo na porta ao lado da vossa e que vos pode ajudar no imediato. Seja com uma palavra amiga de janela para janela ou com um pacote de açúcar deixado à porta.

Unam-se na vossa vizinhança! Retomem o hábito antigo de se apoiarem e de se conhecerem. Averiguem quem são as pessoas de risco que possam precisar de que lhes façam compras e ofereçam-se para ajudar quem esteja de facto em quarentena. Deixem o vosso contacto a quem possa necessitar. Se têm elevadores, decidam limpá-los com eficácia todos os dias, desinfectem o corrimão da escada e as maçanetas.

Eu, hoje, de janela para janela – que coisa impensável para mim – já me pus à conversa com a vizinha de baixo, que decidiu colocar-se a ela e à respectiva família, também, em isolamento social e ofereci-me para ajudar caso venham a necessitar de algo e já tomámos uma decisão!

Em tempo de contenção económica, com ordenados reduzidos e a tentar fazer uma poupança, vamos partilhar uma anuidade de entrega grátis de bens de um supermercado em casa. Não vamos ter de ir para filas, não vamos colocar ninguém em risco e não nos vai, de certeza, faltar seja que bem essencial for. Comprar online é a resposta.

Pensem nisso! Estranhamente, há outras formas de comprar papel higiénico!

Em tempo de crise é quando se verifica que a união faz mesmo a força. Que a empatia tem de ganhar, que o sentirmo-nos acompanhados diminui a ansiedade, que o ter novas ideias nos dá novos objectivos e nos faz avançar.

Ninguém está sozinho, só estamos fisicamente afastados por uns dias.

Dia 2. Estou por casa. E tu?

Rita Leston. E Então?

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